COMO
PREVENIR O CÂNCER DE MAMA
Será que existe de fato alguma maneira de prevenir essa doença?
Apesar
da publicação maldosa da American Cancer Society, em 1996,
(1) negando o fato, sabe-se que a modificação de diversos
fatores de estilo de vida interferem de maneira significativa na casuística
do câncer de mama.
Apenas
10 a 15 % dos casos são de origem genética, isto é,
com forte história familiar, e aproximadamente 75% das mulheres
com marcador positivo para a doença, desenvolvem a mesma.
Se o estilo
de vida não interferisse, 100% das mulheres com BRCA1, BRCA2
positivos deveriam ficar doentes.
Estes dois
genes são supressores tumorais e protegem as células de
se dividirem anormalmente. Uma mulher com alterações nesses
gens pode ter um risco quatro vezes maior de desenvolver câncer
de mama (2) do que o resto da população.
Soma-se
ao fato o ambiente em que ela vive ou trabalha. Mulheres imigrantes
que chegam aos Estados Unidos oriundas de países de baixa incidência
de câncer de mama, rapidamente aumentam seu risco até valores
comparáveis as mulheres americanas, independente de sua história
familiar. (3)
O fato
acima sem dúvida alguma comprova que outros fatores além
da genética influenciam as estatísticas e que alguns podem
ser corrigidos, prevenindo desta maneira, essa doença que tanto
assusta as mulheres.
É
evidente que o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama
aumenta dramaticamente com a idade (4) como na maioria dos outros cânceres.
A idade
da menarca também é importante, assim como a da menopausa,
isto é, o período que uma mulher fica exposta ao estímulo
estrogênico, principalmente se for sintético, em fase precoce
da vida (5) (6), como se vê na atualidade.
Mal as
meninas entram na menarca, já começam a tomar pílulas
anticoncepcionais e um fator ainda mais agravante é que a idade
da menarca tem diminuído consideravelmente (7) por conta do estímulo
ao sexo, através da mídia.
A gravidez
e principalmente a lactação, têm ambas efeito protetor
(8) pois a gravidez amadurece as células, tornando-as menos vulneráveis
aos agentes carcinogênicos enquanto que na lactação
há um bloqueio hipotalâmico e por conseqüência
ovariano na produção de estrogênios.
A idade
da menopausa também é importante, pois quanto mais tardia,
maior a exposição e risco, principalmente numa fase em
que outros fatores importantes já influenciam enormemente (9).
Fora estas
considerações de situações genéticas
e fisiológicas quase que inevitáveis, a interferência
de outras variáveis pode fazer a diferença, tais como:
A- Evitar
o uso de pílulas anticoncepcionais em mulheres adolescentes,
ou tanto quanto possível em qualquer faixa etária (10),
pois o período de exposição ao estrogênio
e progesterona sintéticos aumenta o risco de câncer de
mama. Quanto mais precoce o uso da medicação, maior o
risco (11) (12) (13) (14) (15) (16) (17). A solução seria
o uso de métodos mecânicos, como o masculino e feminino,
o diafragma, principalmente se usado com algum espermicida ou o DIU.
B- Reposição
hormonal deve sempre ser feita com hormônios naturais - isto é,
estradiol, estrona e estriol combinados com a progesterona que tem uma
estrutura química igual aquela que o organismo produz e sempre
em doses moderadas, suficientes para equilibrar o metabolismo orgânico.
A monitorização da progesterona no período da pré
e peri-menopausa é extremamente importante pois é nessa
fase que a mulher perdendo o seu segundo hormônio (progesterona)
por deficiência do corpo lúteo ou das ovulação
fica mais vulnerável a desenvolver câncer de mama (18)
(19).
C- Evitar
bebida alcoólica - vários trabalhos de pesquisa com números
significativos e acompanhamentos por mais de 10 anos têm mostrado
que a bebida alcoólica, independente do tipo, aumenta a incidência
de câncer de mama nas mulheres pré e pós-menopausa
(20).
A ingeste
de bebida alcoólica na juventude aumenta o risco da doença
na maturidade, pois o álcool interfere com a metabolização
hepática dos estrogênios, estimula a produção
de prolactina que é fora da lactação é um
componente cancerígeno e inibe a liberação de melatonina
que além de estimular o sistema imunológico, modula os
efeitos do estrogênio a nível de receptor (21) (22) .
PRÓTESES
Aquelas envolvidas com espuma de poliuretano são as perigosas,
pois esta substância em contato com os tecidos locais se transforma
em 2,4 - diamino cotueno - que é comprovadamente cancerígeno.
É a mesma substância dos corantes de cabelo que foram removidos
do mercado em 1972.
Fato que
prejudica ainda mais as mulheres com prótese é que a avaliação
rotineira e habitual pela mamografia feita por técnico bem experimentado
que vai deslocar a prótese do tecido glandular para poder fazer
a imagem.
Outra possibilidade que é inacessível a muitos, é
a ressonância magnética.
Evitar
todo e qualquer tipo de droga (medicação) em longo prazo.
Certas substâncias usadas no tratamento da hipertensão
arterial como Reserpina, a hidrolazina que é um vazodilatador,
a espirolactona um diurético, o atenolol um betabloqueador e
certos antibióticos como o metronidazol e a nitrofurozona, assim
como certos tranqüilizantes e antidepressivos, quando utilizados
por períodos prolongados de tempo, aumentam a incidência
para o câncer de mama em seres humanos ou em animais de laboratório,
o que desaconselha completamente este procedimento.
A prática
de atividades físicas como, por exemplo, a caminhada, e o controle
do peso com restrição de carboidratos e das gorduras,
pode tornar possível a suspensão gradativa de anti-hipertensivos
, assim como atenua o stress e a depressão - e ainda mais, reforça
o sistema imunológico, livrando o organismo de fungos e bactérias.
Na verdade,
diversas pesquisas têm mostrado que a atividade física
rotineira diminui a incidência de câncer de mama. Uma substância
para uso de reduzir o colesterol, a provastatina e o antiácido
ranetidina também aumentam a incidência do câncer
de mama, e mais uma vez, a atividade física, aplicada de maneira
natural.
Reduzir
os níveis de colesterol total e aumenta o HDE, litro proteína
de alta densidade que não oxide na parede das artérias.
O controle
do peso também e a atividade física rotineira, vão
atingir as tensões e diminuir a sintomatologia de hérnia
de hiato, principal responsável pela sintomatologia da pirose
e da epigástrica.
Tratamento
alternativo, que além de melhorar os sintomas, vai permitir o
consumo de um vegetal pertencente à família das crucíferas
que comprovadamente tem efeito protetor ao câncer de mama.
EXCESSO DE PESO
A obesidade
que em nosso meio, a exemplo do que acontece nos Estados Unidos, está
aumentando assustadoramente, normalmente na faixa etária mais
jovem, crianças e adolescentes, definitivamente aumenta o risco
para o câncer de mama, que tem uma relação direta
com o excesso de peso.
O consumo
exagerado de alimentos processados e de fast-food repletos de substâncias
químicas e conservantes e frituras pesadas.
O sedentarismo,
gerado principalmente pelo hábito nocivo de horas defronte à
televisão ou computador, sempre com alguma coisa na mão
para comer, é um grande aliado da obesidade.
Dados estatísticos
coletados nas últimas décadas mostram que a obesidade
aumenta o risco para o câncer de mama, no período por menopausa,
em até 50 a 100 por cento. Este percentual aumenta cada vez mais
com o passar do tempo e se existem outros fatores de risco, tais como,
história familiar, e previne gravidez mais tardia no risco, pode
chegar até 600 por cento (41).
Sabemos
que a nossa gordura tem capacidade de produzir estrogênios a partir
de outros hormônios. Quanto maior a quantidade de gordura, maior
o risco (42).
Além
disso, a obesidade interfere muitas vezes a ovulação,
fazendo com que a mama fique sem a proteção de progesterona.
O tecido adiposo metaboliza mal os estrogênios, produzindo uma
quantidade maior de 16 a OH estrona, conhecidamente o hormônio
cancerígeno, e diminui a ligação do hormônio
com a proteína, o que expõe ainda mais o tecido mamário
(43).
ALIMENTAÇÃO
Acredita-se que o conteúdo de gordura saturada da alimentação
esteja diretamente relacionada com o câncer de mama.
A gordura
de origem animal está carregada de contaminantes, mas só
de pesticidas e agrotóxicas e hormônios que são
em sua maioria substâncias lipossolúveis e portanto concentram-se
no tecido adiposo do animal.
Na realidade
não é a gordura animal que aumenta o risco ´para
essa doença é o que está na gordura (44).
Os contaminantes
dos alimentos que afetam o tecido glandular mamário, podem ser
considerados em 5 categorias:
a) Carcinogênicos
- que atuam diretamente no DNA provocando o câncer.
b) Pseudoestrogênio - que agem como o hormônio feminino
a nível de receptor, embora sejam estruturalmente diferentes.
c) Poluentes industriais - oriundos principalmente das embalagens de
plástico e do revestimento interno que se dá às
latas.
d) Os hormônios administrados nos animais, para que de maneira
rápida, ganhem peso mínimo para o abate.
e) Substâncias químicas que contaminam ou com que são
tratados os alimentos, como o cloreto de metileno (para descafeinar
o café até a pouco tempo) e hidrocarbonos aromáticos
policíclicos nos peixes e frutos do mar de estuários e
carnes churrasqueadas.
A alimentação
deve basear-se em grãos, legumes, frutas frescas, vegetais folhosos,
principalmente da família das crucíferas, que contém
uma substância antioxidante, altamente protetora para a mama,
que é o indol - 3 - carbinol, frutos secos como nozes, macadamia,
castanha do Pará e sementes, como a de abóbora, sesame
e linhaça, rica em ácido linoleico.
Soja e
derivados, são extremamente importantes, pois existe uma relação
inversa entre o consumo de soja e câncer de mama (45).
ATIVIDADE FÍSICA
Além de predispor à obesidade e a uma série de
outras doenças, o sedentarismo
também predispõe a todos os cânceres ginecológicos.
Vários pesquisas têm mostrado (46) que apenas quatro horas
de exercícios por semana, já reduzem em 60% a incidência
do câncer de mama.
A atividade
física, principalmente ao ar livre, além de estimular
a produção do 2 alfahidroxiestrona - o estrogênio
protetor de mama, permite modular melhor o stress, aumenta a produção
de melatonina à noite, a formulação da vitamina
D3 na pele sob o efeito de luz solar que é anticancerígena
e reduz a prostaglandina E2 que é cancerígena.
IRRADIAÇÃO
A ligação entre irradiação e câncer
de mama é muito forte (47). Milhares que sobreviveram às
bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, tiveram alta incidência
de câncer de mama principalmente o grupo mais jovem (48).
Outra evidência
dessa ligação envolve o uso da irradiação
na medicina. No passado a irradiação era usada não
só para diagnóstico quanto tratamento de diversas doenças
com resultados desastrosos, aumentando o risco de câncer, principalmente
em fase precoce da vida como, a irradiação do timo do
recém-nascido (49) e crianças submetidas a fluoroscopia
(50). Irradiação do couro cabeludo para tratamento de
fungos (51) e irradiação do tórax para tratamentos
de Hodgkin (52).
É
importante dosar de maneira criteriosa o custo benefício de submeter
uma criança à irradiação mesmo que para
meio exame.
Do mesmo
modo, a mamografia deve ser feita apenas a partir dos 40 ou 50 anos,
com freqüência mínima de 1 ano, aconselhada em fase
mais precoce no grupo de maior risco, com história familiar positiva
de parentes próximos e deve começar a ser feita 2 anos
antes que a doença se manifeste em membros da família.
A grande
aliada é a ultra-sonografia que completa a avaliação
de imagem e permite nas mamas densas, o exame na terceira dimensão.
Embora eleve as chances de câncer de mama, a mamografia permite
o diagnóstico precoce da doença, o que permite melhor
evolução.
Do mesmo
modo a irradiação ambiental, também aumenta o risco
para o câncer de mama, como a proximidade de cânulas eletromagnéticas
de estações de eletricidade.
Integração
corpo, mente e espírito.
A psiconeuroimunologia é uma ciência nova baseada num conceito
crucial. Nossa mente e emoções influenciam profundamente
nossa saúde física. Acredita-se que a sensação
do estresse, ansiedade, depressão e sentir-se sem esperança
contribuem para o câncer e outras doenças.
Há
quase 2000 anos, Galena, médico grego percebeu que o câncer
parecia afligir a mulher melancólica mais freqüentemente
do que a alegre.
Na verdade,
vários estudos têm mostrado que Galeno tinha razão
(53).
O sistema
imunológico desempenha o papel fundamental na correlação
entre câncer e emoções. A produção
excessiva de cortisol nos períodos de grande tensão emocional
(54), diminui a multiplicação dos linfócitos e
o timo onde eles são programados. Com o sistema imunológico
deficiente, o organismo torna-se mais vulnerável ao câncer.
A melhor
maneira de combater o estresse se faz pelas vias naturais, como atividade
física, meditação, a fé, participar de grupos
de apoio, e se necessário a psicoterapia de apoio.
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