E ELES, NADA?
É ASSIM MESMO?
"Não. Não e não. Não aceito.
Nós, aqui, passando por tudo isso que esta idade nos impõe
e os homens na deles como nunca!
Não têm a sensibilidade à flor da pele, dormem feito
crianças.
Inapetência sexual?
Nunca.
Insônia?
Só quando têm algum problema grave no trabalho para ser
resolvido ou quando a conta bancária está no vermelho.
Assim mesmo logo se resolvem. Tomam um ou mais calmantes e deixam para
a manhã seguinte as decisões ou o "dar mais um tempo"
na questão que incomoda.
São tão mais práticos que a gente.
Que inveja deles!"
Mudando uma ou outra palavra o discurso delas é sempre o mesmo.
Não suportam estar sozinhas quando os quarenta anos batem à
porta. Mesmo estando casadas, mesmo namorando.
É um tempo de profunda solidão.
Um "só" de verdade.
É quando as perguntas e as respostas do "eu" para o
"eu" viram uma discussão sem fim.
E eles, heim?
Os homens?
Também nascemos para estarmos sozinhas até nisso?
Não.
Engana-se quem pensa que com o sexo masculino a "passagem da idade"
transcorre normalmente.
Eles passam a querer, a cada dia mais, conquistar outras mulheres, de
preferência aquelas bem mais novas, provando ao mundo que são
capazes de serem desejados e que virilidade se comprova com alguém
bem mais jovem ao lado.
É comum o aparecimento de amantes nesta fase da vida. Normalmente
são mulheres solteiras ou separadas, sem filhos e financeiramente
independentes, que buscam neste homem, aflito com o possibilidade do
fim da ereção, parcialmente resolvida pelo Viagra, realizar,
enfim, o que esperam por toda a vida: a maternidade.
E elas fazem sim, o filho independente.
Algumas costumam avisar ao parceiro que estão grávidas
só depois do terceiro mês, quando o aborto se torna de
grande risco.
É um artifício.
Uma arma que nós, mulheres, sabemos exatamente como usar. Com
maestria também conhecemos o momento exato de revelar que ele
será pai novamente.
Sabemos que a hora certa chegará sem dúvida.
É naquele instante em que ele se mostra fragilizado, com medo
da vida dupla ou não, com receio do envelhecer do corpo...
Uma boa notícia, como o nascimento de um outro filho, dá
um novo tom a vida de qualquer homem, de qualquer macho, daquele que
veio para inseminar.
Daquele que precisa dizer para si mesmo que ele não acabou.
Que é capaz.
Que a vida ainda o contempla com a paternidade e com o mais importante:
a potência sexual.
Para muitos homens esta é a forma mais comum de driblar a andropausa.
Se iludem.
Não querem aceitar que transformações orgânicas
estão acontecendo rapidamente ou desconhecem o que pode ser feito
para tirá-los do medo e da angústia da perda da capacidade
de ereção.
A andropausa - a menopausa masculina - chega sim, e com grandes mudanças
não só no comportamento como no físico masculinos.
A primeira redução dos níveis dos hormônios
masculinos, da testosterona, acontece por volta dos 32 anos, num grau
pequeno, mas já significativo.
Para muitos cientistas a andropausa começa a apresentar os seus
primeiros sintomas e conseqüências quando surge o acúmulo
de gordura no abdome, aquela "barriguinha" tão comum.
Diferentemente da mulher, a queda das taxas da testosterona é
gradativa e suave.
Por essa razão é muito comum eles desconhecerem e ignorarem
a mudança pela qual estão passando.
É entre os 50 e 60 anos, mais acentuado ainda aos 62,63 anos,
que eles começam a perceber alguma coisa diferente acontecendo
com o organismo deles.
E aí os sintomas são muito parecidos com os da mulher.
Ficam irritados com mais frequência, as insônias aumentam,
têm mais dificuldades de concentração, sentem ondas
de calor muito semelhantes às femininas e surge também
a redução da libido.
Neste momento, a mulher jovem exerce um papel ainda mais significativo.
Contrariamente do que muitos pensam, os problemas da potência
sexual estão mais intimamente relacionados com a saúde
do sistema vascular do que com a andropausa.
A diminuição do apetite sexual não significa impotência
à vista.
A ereção do pênis depende basicamente da quantidade
de sangue que chega aos corpos cavernosos do próprio pênis.
Este sangue é levado pela artéria peniana e retido pelas
válvulas das veias que se fecham e possibilitam a ereção.
Quando o homem tem problemas cardíacos esse mecanismo é
dificultado pela circulação sangüínea que
a cada dia torna a ereção mais difícil e trabalhosa
principalmente quando em uso de anti-hipertensivos.
Está aí o sucesso do Viagra.
Ele tem a capacidade de manter no pênis a quantidade de sangue
necessária à ereção porque fecha as válvulas
das veias.
Portanto é muito importante que o homem também faça
exames preventivos a partir dos 30, 35 anos.
A reposição hormonal é mais que indicada para os
homens, aliás, indicada só, não, é necessária.
O exame para a avaliação das taxas de hormônio é
simples e rápido: basta um exame laboratorial da saliva ou do
sangue.
E assim, como para a mulher, o melhor hormônio para os homens
também é o natural e não o sintético.
A reposição hormonal masculina pode ser feita por via
cutânea, com a aplicação de cremes, gel ou adesivos,
ou ainda na forma de comprimidos sublinguais, evitando assim as dolorosas
injeções mensais.
E fiquem
tranqüilos vocês, homens, tão preocupados com as peças
que o seu corpo pode lhe aprontar.
A reposição hormonal masculina pode ser feita sob o absoluto
sigilo.
Ninguém precisa saber que você está se recompondo
física e psicologicamente.
Até mesmo sua mulher, aquela que compartilha "quase tudo"
com você pode ficar longe desta sua nova conquista.
Agora, se quiser contar, é quase certo: sua mulher vai adorar
esse seu cuidado. Com VOCÊ e sobretudo com ELA.
Um bom endocrinologista ou andrologista e
BOA SORTE
!!!
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