A Alcachofra já era apreciada como diurético - e afrodisíaco
-no século XVI e considerada em certos meios no século
XVIII como tratamento específico da icterícia. No entanto
sua fama terapêutica deve-se essencialmente aos trabalhos de
vários médicos inicio do século XX, que demonstraram
sua importância nas afecções hepatobiliares.
Na planta, deve-se distinguir-se a flor, parte comestível,
por um capítulo de grandes dimensões do qual se consome
em culinária o receptáculo carnudo e as brácteas,
impropriamente folhas, e a folha larga e recortada, unida ao caule,
que é a parte utilizada na medicina. É um alimento poder
ser consumido pelos diabéticos, sobretudo cru. Depois de cozida,
a alcachofra altera-se muito e produz toxinas, devendo por tanto ser
consumida logo após o cozimento. Aliás é menos
indigesta se for submetida a cozimento rápido. Sua ação
prejudica a secreção Láctea, daí seu consumo
ser contra indicado durante a lactação.