Junho - 2002 - Corpo Saúde - DIETA SIM, REMÉDIO NÃO!

Por Odilza Vital

Preocupada com a mãe, que fazia tratamento para emagrecer, a filha levou ao rótulo do remédio que ela tomava diariamente para que eu fizesse uma avaliação de possíveis efeitos colaterais. Imediatamente mostrei que, alem de três tipos de anorxígenos - substancias moderadoras do apetite - o medicamento continha doses extremamente altas de um diurético. Apoiei a preocupação da moça "e pedi que ela alertasse a mãe para que deixasse de tomar a formula, mas a mulher, que nem era tão gorda assim, insistia em continuar usando o medicamento. Resultado: vim saber que, tempos depois, ela havia sofrido uma parada cardíaca provavelmente provocada pela falta de potássio e magnésio devido à acentuada ação diurética do remédio para emagrecer".

A tragédia dos remédios para emagrecer, que já era uma grande preocupação minha a partir deste episódio, converteu-se em razão educacional, inspirando a campanha que desencadeei em parceria com os médicos americanos Mitchell Kurk e Robert Atkins. O verdadeiro caminho da boa forma. A reeducação alimentar e a atividade física.
Com 30 anos de profissão, recebo em minhas clínicas de Icaraí, Barra e Ipanema, centenas de pacientes que desejam, "a qualquer custo", uma silhueta mais fina. No Brasil, cerca de 40% da população adulta é obesa e sofre de excesso de peso, o que explicaria, pelo menos estatisticamente a necessidade de uma campanha ininterrupta, pois o numero de pessoas quimicamente dependente de remédios para emagrecer cresce a cada dia.

Assim como havia três tipos de anorexígenos na formula que a filha havia levou para que eu examinasse, no mercado brasileiro, vários tipos dessas substâncias cujos mecanismos de ação no sistema nervoso central são muito semelhantes. Anorexígenos agem mais precisamente no hipotálamo, que controla as principais funções do nosso organismo através de reações químicas que "avisam" ao corpo quando ele está ou não com sede, sono ou fome, por exemplo. Os anorexígenos provocam a liberação de determinadas substâncias armazenadas nas terminações nervosas do cérebro - como a dopamina e a serotonina - responsáveis, entre outras coisas por transmitir a sensação de saciedade.

Por estimular o sistema nervoso central, esse tipo de medicação a médio e longo prazo pode desencadear doenças psiquiátricas graves. Um grande número de pessoas corre, assim, o risco de passar o resto da vida em tratamento psiquiátrico, pois põem chegar a um quadro permanente de esquizofrenia, como já testemunhei diversas vezes. Lembro o caso de uma mulher que, há oito anos, tomava remédios para emagrecer e teve mudança de comportamento. Um dia viu na geladeira que os ovos estavam pintados de amarelo e numerados, achando que o marido queria mantê-la sob controle. Evidentemente que era alucinação, e há oito anos ela ainda está em tratamento psiquiátrico e psicológico. Agora, com a nossa ajuda, já emagreceu 15 quilos.

O uso prolongado de anorexígenos pode provocar danos cardiovasculares, como hipertensão, arritmias, ansiedade, tremores, insônia, delírios e até comportamento psicótico irreversível. O outro caso que ficou gravado na minha memória é de um rapaz de apenas 21 anos que acabou abandonando a Faculdade de Direito depois que se tornou totalmente dependente de um tipo de remédio para emagrecer. Ele chegava a tomar, por dia, um vidro inteiro de medicamento.

Estamos iniciando um grupo com o objetivo de liberar as pessoas das formulas para emagrecer: Grupo emagreça para sempre com dieta sim, remédio não! Os telefones para contato são: Icaraí - 2711-6383; Ipanema - 2610-8856 e Barra - 3602- 4310.

Ps: Odilza Vital é endocrinologista, metabologista, geriatra, que faz Medicina Preventiva. Tem inúmeros cursos no exterior, trabalhos publicados e, a convite do autor Robert Atkins, escreveu apresentação da edição em português do livro A REVOLUCIONARIA DIETA ANTIENVELHECIMENTO.

ABRIL - 2002 - Corpo Saúde - CHOCOLATE - Por que as mulheres gostam mais?

Por Odilza Vital*

O chocolate estimula a produção de neuro-transmissores cerebrais impedindo que as mulheres entrem em depressão. O efeito estimulatório é potencializado pela cafeína que o chocolate contém. A ansiedade de comer chocolate pode ser devida à deficiência de magnésio na alimentação ou à níveis baixos de neuro-transmissores, tais como serotonina e dopamina. Estas substâncias estão diretamente relacionadas ao humor e ao mecanismo fisiológico do controle fome-saciedade.
A necessidade do chocolate pode variar com as modificações dos hormônios durante o ciclo menstrual , o que explica a maior compulsão no período pré ou per menstrual. Existem técnicas que podem (ou fazem) aumentar estes neuro-transmissores sem a necessidade do engordativo chocolate.

HISTÓRICO
Numa carta inflamada à sua filha, em 11 de fevereiro de 1671, a Marquesa de Séviqué escreveu: "Se você não se sente bem, se você não consegue dormir, o chocolate vai te fazer reviver". Muito antes disto, os Maias e os Aztecas já faziam uso desta semente torrada e reduzida a pó que misturada à água fervente e vigorosamente batida, formava bolhas.
O líquido propiciava energia para os combates. Os espanhóis levavam o chocolate à Europa e em 1682 o "Mecure de France" descreve uma festa em Versailles em que o chocolate líquido era servido aos convidados. David Chaillon controlou por muitos anos o comércio do chocolate em todo o mundo. Em 1770 foi fundada a primeira fábrica: a Chocolats et Thès Pelletier & Compagnie.

*Endocrinologista, metabologista, geriatra, que faz Medicina Preventiva. Tem inúmeros cursos no exterior, trabalhos publicados e, à convite do autor Robert Atkins, escreveu a apresentação da edição em português do livro A Revolucionária Dieta Antienvelhecimento.

 

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