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Setembro
- 1997 - Saúde - FUMANTES PASSIVOS...QUE SE CUIDEM
Por Odilza Vital
São dados oficiais. Em 1995, a Envoironment Protection Agency
(EPA) classificou a fumaça do tabaco como uma substancia perigosa
que causa câncer. Ela é responsável por 3 mil mortes
por câncer de pulmão em não-fumantes a cada ano.
A fumaça do tabaco no ambiente é fator de risco número
um para o câncer de pulmão em não-fumantes, diz
o diretor da Divisão de Controle e Prevenção de
Câncer do NPI. Têm sido determinados índices maiores
de câncer de pulmão em filhos e esposos de fumantes. Uma
associação próxima a fumantes aumentam o risco
em cerca de 30% para pessoas que trabalham em bares e restaurantes.
Ser casado com um tabagista inveterado aumenta este risco para 70 %.
Em crianças expostas à fumaça dos pais, o risco
de desenvolver câncer de pulmão na vida adulta é
ainda maior e se a exposição se faz durante toda a infância
e adolescência, o risco pode aumentar em 200%. As crianças
enfrentam tendência maior de terem mais doenças do aparelho
respiratório, asma, bronquite e infecções.
Na realidade, os fumantes praticamente nunca têm câncer
exceto quando eles têm uma associação próxima
com fumantes.
Mesmo quando você não fica diretamente exposto à
fumaça do cigarro do seu amigo, do companheiro de trabalho ou
esposo, a EPA (Agência de Proteção Ambiental) calcula
que 80% dos não-fumantes estejam expostos à fumaça
de 500 bilhões de cigarros que os norte-americanos fumam por
ano. Não há um limiar de segurança. Algumas pessoas
podem desenvolver câncer com menor exposição e por
um espaço mais curto que outras. Mas a pessoa nunca sabe em que
grupo está classificado.
Não faça roleta russa com fatores de risco. Previna o
câncer de pulmão tomando medidas pessoais e até
políticas dentro de sua casa, em seu ambiente social e no seu
trabalho.

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