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A BIOLOGIA DO ENVELHECER


Nós envelhecemos assim como o fazem todos os seres vivos. Faz parte do ciclo vital e mesmo do plano cósmico.
Envelhecer é universal, assim como a morte, mas a aceleração do envelhecimento é individualizada, assim como a sobrevida do indivíduo. Tanto a velocidade com que envelhecemos quanto o tempo que permanecemos na face da Terra estio sob um controle maior.

Uma explosão de pesquisas relacionadas ao envelhecimento e doenças relacionadas têm surgido nas últimas décadas, algumas delas com perspectivas fantásticas. Descobertas recentes entrando em território ainda não explorado, testemunham o limite tão próximo entre a vida e a morte.
Investigações às mais recentes pela primeira vez na história da humanidade, prometem maneiras de prolongar nossa existência e, de se evitar o curso do envelhecimento, permitindo-nos viver com toda plenitude até o final de nossas vidas.

Como seria esperado, os segredos do envelhecimento escondam-se na biologia molecular da célula, esta que representa a unidade fundamental de um organismo vivo.
Diversas teorias foram propostas para explicar o envelhecimento, mas a única até hoje que abrange a maioria dos processos implicados é a dos "Radicais Livres". Esta teoria afirma (ou propõe?) que as células são continuamente danificadas por ataques contamos de partículas químicas, derivadas do oxigênio, portanto oxidantes, chamadas radicais livres.

Os danos celulares acumulam-se com o decorrer dos anos, as células por sua vez vão perdendo a capacidade de formar antioxidantes próprios, deixam na idade avançada de ser abastecida por diversos hormônios que funcionam como antioxidantes naturais, até que a destruição alcança um ponto em que não há retomo. A célula fica bastante deficiente em suas funções ou morrem (apoptose), e surgem então as doenças, chegando até a morte do ser.

Esta descoberta fabulosa que explica todo este processo veio do pioneirismo do pesquisador Debam Harman, professor de Medicina da Universidade de Nebrasca num "in sight" em 1954, quando em pesquisas de laboratório, verificou que radicais livres provenientes da metabolizaçâo de proteínas e gorduras animais, atacavam as membranas celulares, modificando suas características morfológicas o que levava a acelerações funcionais. Harman apesar das muitas experiências foi amplamente ignorado até que no final dos anos 60 outros pesquisadores passaram a acertar a validade da teoria.
Na verdade os muitos opositores à nova idéia, debatiam a questão de como nós seres altamente dependentes de oxigênio, pudéssemos ser destruídos por radicais do mesmo.

A teoria dos radicais livres é tão abrangente que engloba praticamente todas as doenças que surgem com o envelhecimento.
Para o cientista, doenças degenerativas tais como o câncer, cardiopatias, artrites, e Alzheimer não seriam entidades totalmente distintas, mas simplesmente formas diferentes de expressão, influenciadas pela genética e ambientes, modificando o processo de ataque e envelhecimento produzido pêlos radicais livres.

Em resumo, praticamente todas as nossas doenças são resultantes do envelhecimento "acelerado".
Reduzir a aceleração deste processo retarda o envelhecimento e por sua vez reduz, elimina ou posterga o aparecimento de doenças.