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17 a 23 de Agosto de 2003.
HÁBITOS PARA PREVENIR O CÂNCER DE MAMA
Dra. Odilza Vital

Em menos de 30 anos, o número de casos de câncer de mama aumentou 70% entre as mulheres do mundo inteiro. E as vítimas da doença, que vai matar mais de 8245 pessoas este ano no Brasil, estão cada vez mais jovens. Nos EUA, onde a situação é semelhante, a alta incidência da doença é atribuída aos hábitos de vida da população que, uma vez mudados, poderiam evitar mais da metade dos casos de câncer de mama. A lista dos hábitos relacionados à doença é extensa. Veja por exemplo:
- Próteses - um estudo da Universidade de Harvard alertou para os riscos dos implantes de seio. Principalmente os de silicone envolvidos de poliuretano, substância derivada do petróleo, que podem levar à formação de tumores.
- Álcool - pesquisas com mais de 300 mil
mulheres mostraram que bastam dois drinques, cinco vezes por semana para os riscos de câncer de mama aumentem em 40%.
- Sono - sucessivas noites mal dormidas não deixam que a fase mais profunda do sono seja atingida. Isso debilita o sistema de defesa do organismo, favorecendo o aparecimento de tumores.
- Remédios - segundo o médico Samuel Epstein, de Harvard, antidepressivos, antiácidos, tranquilizantes ou anti-hipertensivos, se tomados durante muitos anos, aumentam a incidência do câncer.
-Atividades Físicas-mulheres que dizem "não" ao sedentarismo reduzem em até 60% as chances de desenvolverem um tumor de mama. Se a atividade for feita ao ar livre, os risco diminuem ainda mais, porque o sol auxilia a síntese da vitamina D3 na pele que hoje se sabe ter uma ação anti-cancerígena . Um estudo comprovou a tese, ao analisar mais de 120 mil mulheres, entre 30 e 55 anos, nos últimos 14 anos.
- Irradiação - Sabe-se que o tecido glandular mamário é extremamente sensível à irradiação o que faz com que mulheres que vivem próximas a estações de alta tensão tenham uma incidência maior da doença.
- Fumo - Existem mais de 4,700 substancias tóxicas no cigarro. Quando o cigarro queima, estas substâncias tornam-se voláteis e são rapidamente absorvidas pelo organismo através das mucosas do aparelho respiratório.
- Reposição Hormonal - Deve ser feita por endocrinologista de maneira criteriosa, com um programa de tratamento e sempre com hormônios naturais (que são aqueles com estrutura química idêntica ao produzido pelo organismo feminino jovem).
- Depressão - Sabe-se que o tipo emocional predisposto ao câncer de mama é o da mulher deprimida A depressão afeta o
sistema imunológico de modo negativo.
- Químicos - Substâncias químicas, sejam elas de qualquer origem, muitas vezes mimificam de modo exagerado a ação dos hormônios femininos na mama, predispondo à doença. Pesticidas, agrotóxicos e outros entram na lista.
- Obesidade - O tecido adiposo metaboliza mal os hormônios femininos, produzindo enzimas que levam à formação da 16 alfa estrona que se sabe ter ação tumorigênica.
- Alimentação - Dietas ricas em gordura animal e com excesso de carboidratos refinados predispõe à doença. A gordura animal concentra os hormônios que o animal é tratado para a engorda. O excesso de carboidratos refinados estimula uma superprodução do hormônio insulina que por sua vez faz com que as células dos duetos mamários cresçam desorganizadamente.
- Mamografia - a radiação do exame, que deve ser feito pelas mulheres com mais de 40 anos, de 2/2 anos e anualmente a partir dos 50 anos eleva as chances de tumor. Mas o teste ainda é recomendado, pois é a melhor formula de detectar a doença associada sempre a ultra-sonografia das mamas.
Portanto, evitar próteses de silicone; moderar bebida alcoólica; dormir adequadamente; evitar o uso prolongado de medicamentos; incorporar atividade física como rotina; evitar áreas de irradiação; fumo; substâncias químicas; e manter o peso adequado reduzindo carboidratos refinados e gordura da carne, atenuam a incidência da doença mesmo nas mulheres geneticamente predispostas à mesma.
Atividade positiva e a reposição hormonal criteriosa junto com mamografias feitas apenas em época ou frequência adequadas também ajudam a prevenir ou fazer diagnóstico precoce quando a doença ainda não dominou o organismo e será mais facilmente combatida.
Dra. Odilza Vital ê médica, endocrinologista, gerontologista, cientista, criadora da mundialmente famosa "Pílula do Perfume" e autora entre outros do livro Sempre'' em sua segunda edição. Consultório em Manhattan: 115 East 23th Street (bet. ParkAveme & Lexington) Para marcar atendimento favor ligar para; 917 805-2783 ou 917 327-1641 Um abraço e estou aguardando o seu e-mail.


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