Setembro/outubro de 1999 - Isso é o IEDE

Uma Escola de Vida

Lisonjeada em poder relembrar seus tempos de estudante, período marcante na vida de cada um de nós, a Dra. Odilza Vital relata aqui um pouco de sua história no IEDE. A passagem pelo Instituto assegurou-lhe a formação básica, não apenas científica, mas também ética, avalia a doutora. "Foi uma escola de vida", diz ela ao evocar a lembrança dos grandes mestres, da primeira consulta, das amizades fraternas iniciadas naquele tempo.
Formada com méritos na primeira turma de especialização do IEDE, em 1968, a Dra. Odilza lembra, com saudade, do ótimo relacionamento que manteve com o professor Shermann, segundo ela um dos mais importantes durante sua permanência no Instituto. Colegas de classe também deixaram recordações especiais, entre eles, Arnaldo Sussekind e Mauricio Barbosa Lima.

"O Paciente é o Livro Vivo para seu Aprendizado"

Em sua memória continua guardado, com muito carinho, o dia da entrevista para admissão no curso, em janeiro de 1968. Trazendo na mão uma carta de recomendação do professor Barreto Neto, Reitor da UFF, ela foi chamada pelo Dr. Shermann. "Após ler a carta, ele deu uma risada e disse: ' Jaime, a Dra. de Niterói quer fazer o curso de especialista'. E os dois riram", recorda-se. Ao finalizar o curso, em dezembro, com media final de 9,4, a jovem médica foi procurada por ambos. Queriam convidá-la para permanecer e fazer parte do corpo docente.
Após terminar o curso, permaneceu estudando até o dia em que se mudou para os Estados Unidos, onde passou cinco anos fazendo apenas pesquisas. Em seu retorno ao Brasil, fez mais uma pós-graduação em geriatria na UFF.
Trabalhando atualmente em sua clínica, a Dra. Odilza Vital manda um recado para quem está ingressando agora na vida do IEDE. "Trate o paciente desta instituição com humanidade e carinho. Batalhe pelo seu doente, dê-lhe o melhor, porque o paciente é o livro vivo para seu aprendizado", conclui.